domingo, 10 de maio de 2009

O coração


Falar sobre o coração é de alguma maneira olhar para o centro de nossas vidas.

O coração abriga a alma e é claro que se a alma está feliz ele está ótimo. Se a alma está triste ou ansiosa ele responde sinalizando para cada um de nós o que, talvez, não esteja tão bem.

O coração acompanha nossos ritmos.

Se estamos de bem com a vida, mal percebemos sua presença. Ele bate tão mansamente que até nos esquecemos dele. Este batimento é tão bom que nos sentimos leve, quase flutuando, nossa respiração é mansa, pausada.

Diferente é o momento em que estamos tristes. A presença de um aperto no coração nos lembra que talvez precisemos chorar, elaborar um luto, colocar um ponto final.

A expectativa ou a ansiedade levam o coração a uma corrida frenética e o valente coração, de uma maneira nada sutil e rápida nos fala: "Estou aqui para enfrentar tudo junto com você!"

Mas, por vezes, o coração pode se cansar de tanto esforço e sinalizar com um "mal estar" que é hora de parar. De parar de correr atrás de sonhos que não vão se realizar, simplesmente porque alguns sonhos não se realizam, nada mais.

O coração é um grande companheiro, do qual quase sempre nos esquecemos.

Eu amo meu coração, embora algumas vezes o faça sofrer um pouco com minhas exigências descabidas.

O que você sente pelo seu?

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Uma viagem ao mundo da solidão


Hoje, um pouco de solidão bate à porta.

Abro e me proponho a ter uma conversa.

Depois de um tempo percebo que ela se mantém indiferente aos meus comentários sobre "apego" e "necessidades de relacionamento".

A solidão quer falar sobre assuntos de outras "paragens". Lugares nunca antes visitados, experiências colhidas na singularidade.

Na verdade, quase deixa perceber que objetiva me distrair do desejo de "estar com alguém" me seduzindo mansamente para que eu esteja "em mim" - ei! quantos "ms".

Meu olhar interno ainda insiste um pouco em lembranças, detecção de presenças-ausentes, mas a solidão me reconduz aos escritos.

Minha solidão é poeta? escritora? Talvez aspirante a um Alguém com palavras. Rio dela e pela primeira vez, rimos juntas. E que sensação de leveza me prenche!

Percebo então que quando faço algo para ser alguém de modo único, minha solidão fica feliz.

Talvez a solidão não seja nada além de um "eu esquecido" que quando lembrado se torna uma "presença inseparável" preenchedora de espaços vazios em mim.


E você o que pensa da solidão?